domingo, 23 de junho de 2019

Fotojornal: a máscara do Grande Inquisidor






Por uma fonte secreta, 

o Sobrinho de Enesidemo 

obteve a primeira foto da 

máscara mortuária do 

Grande Inquisidor de Curitiba.




Para todos os entusiastas do nosso Harvey Dent, lembramos  as palavras do Prêmio Nobel de Literatura de 2016:



False-hearted judges dying in the webs that they spin,

Only a matter of time 'til night comes steppin' in




* * * * *















domingo, 19 de maio de 2019

Fotojornal: o bolsonarismo em seu estado atual





Para não ser reconhecido, o humorista Olavo de Carvalho disfarçou-se de cidadão respeitável em sua visita a Paris. 
O criador do olavo-bolsonarismo foi visto ao sair de uma agência funerária. 
Segundo o depoimento dos funcionários, ele veio solicitar a sua própria cremação. 
A data não foi ainda decidida.






Em Brasília, o forte odor exalado pelo Capo se tornou indisfarçável. 
A Câmara comunicou que tomará providências.




O Primogênito do Capitão já prepara um lugar para chamar de seu.


Os nossos mais sinceros votos de que, 
em breve, 
venham os outros Zeros 
que cercam o Grande Zero.














domingo, 21 de abril de 2019

Fotojornal: os valores bolsonaristas








A preocupação com o bem-estar social 






Coerência e racionalidade






Uma nova visão da cidadania







A importância das redes sociais






O projeto para um novo Brasil


















sábado, 13 de abril de 2019

Fotojornal: os cem dias de Salò










Agora que o regime de Saló chega aos seus três meses, a má vontade da imprensa e dos estudiosos em relação às declarações dos bolsonaristas e olavistas se manifesta de maneira estridente. Impacientes com a insistência do capitão em celebrar o 31 de março de 64, os membros da confraria intelectual explodiram em protestos contra a tese de que o Nazismo seria uma posição de esquerda.

É preciso sermos pacientes e aplicarmos aqui o princípio da caridade. Esquerda e Direita são referências puramente relacionais e historicamente voláteis. Quando eu e outros como eu olhamos para o espectro político, vemos o Nazismo à direita de onde estamos. Pela mesma razão, quando Bolsonaro e Olavo olham para o Nazismo, eles o vêem à sua esquerda. 


Para ajudar nossos leitores a entender onde eles se encontram para que tal visão seja possível, o Sobrinho de Enesidemo, vezeiro no esforço didático, elaborou um breve guia visual do olavo-bolsonarismo. 

Pensei em denominá-lo "Bolsonarismo for Dummies", mas o título me pareceu algo redundante.

Bom proveito a todos!




O olavo-bolsonarismo em imagens:

suas ideias e valores fundamentais



O tradicionalismo de René Guénon






O civismo inabalável do Coronel Ustra




A conspiração globalista-comunista-islâmica-maçônica-papista-gayzista




A onipresença do marxismo cultural.







Volk da República de Curitiba celebra os valores da família cristã Blut und Boden







Senhor,

Que não nos falte o pão.

O circo já o temos. 







Obras: Wolfgang Mattheuer (Erschrecken), Georg Günther (Erntepause)

domingo, 31 de março de 2019

Fotojornal: os últimos acontecimentos






O jantar na Embaixada do Brasil em Washington






Os olavistas 







O segredo de Araújo






A situação do MEC








A relação entre o Executivo e o Legislativo










As propostas da esquerda até agora









Patriotas! 

O Brasil nunca foi uma ditadura.

(Houve apenas democracias um tanto enérgicas)












Obras de Gottfried Helnwein, Franz Sedlacek, Wolinski, Joseph Beuys e alguns achados casuais do Sobrinho de Enesidemo.









quinta-feira, 14 de março de 2019

Luto










Um dia depois da chacina na escola de Suzano.



Dois meses depois do rompimento da barragem de Brumadinho.



Um ano depois do assassinato ainda não resolvido de Marielle Franco e Anderson Gomes.











quinta-feira, 7 de março de 2019

Dos livros (parte II)








Dos livros (parte II)



Primeira questão: “Você já os leu todos?”

Inúmeras vezes alguém que passeava os olhos pelos títulos e lombadas da minha biblioteca me fez essa pergunta. Um certo invejoso despeitado, querendo ser original, advertiu-me que possuir tantos livros equivaleria a fugir da obrigação de lê-los. Nem sempre a verdade está com os invejosos despeitados. Acredito que, quando se tem uma biblioteca, os livros ainda não lidos clamam contra a nossa negligência. Eles nos exortam a vencer a selva de papel e palavras. Eruditos, ratos de sebo, quixotes e leitores míopes temos todos nós epopeias secretas. Conhecemos os riscos das estantes abarrotadas, travamos batalhas épicas nos in-folio alcantilados e disputamos escaramuças rápidas nas brochuras sem relevo. Do picaresco ao heroico, em Garamond, Bodoni ou Helvética, nada nos é estranho na galáxia de Gutenberg. Nenhum tigre de papel nos põe medo. A beleza das extensas fileiras de livros que ainda não conhecemos é a promessa de que o prazer da descoberta, que vivíamos tão intensamente quanto os amores adolescentes, será mantido mesmo quando já avançarmos muito nos anos.

Segunda questão: “Qual o seu livro preferido?”

Essa pergunta vem de gente feliz, que associa a leitura apenas ao prazer e não àquilo que ela é amiúde: um suplício de Tântalo muito familiar aos naturalistas que se põem a catalogar a infinita natureza. Para a gente feliz que faz listas de "livros preferidos", explico que os livros são incomensuráveis porque inseparáveis das circunstâncias de leitura. Uma obra lida de uma sentada, movida pelo prazer e pela curiosidade, não pode ser medida pela régua das obras lida de maneira reflexiva e lenta, às vezes, ao longo de quase toda uma vida, ou de obras estudadas de maneira técnica e com anotações, ou das que se prestam apenas a consultas breves. Há os livros de cabeceira e os que viajam na mochila, há livros de mesa e os há de escrivaninha, de rede e de banheiro.

No sentimento que temos por um livro, os meios de aquisição não são indiferentes, seja o furto, o empréstimo nunca devolvido, a compra impulsiva, a aquisição longamente acalentada ou o achado surpreendente. Há livros que entraram em minha casa menos pela importância intrínseca da obra do que pela alegria de conhecer certa livraria em certa cidade.

Enfim, importa a hora e o momento em que lemos. Há livros solares, que nos acordam da modorra dogmática. Outros exigem a solidão da madrugada. Há obras para se ler na juventude, como O Apanhador no Campo de Centeio, que me dói ter lido tão tarde, trintão e professor; outras, pelo contrário, li antes do tempo, sem poder entendê-las.  Verdes que fossem ou serôdias, dessas leituras saí triste ou perplexo, mas nunca de mãos abanando. 



PS - Houve um ruído excessivo, à direita e à esquerda, em torno do vídeo tuitado por Bolsonaro. Por que essa surpresa e consternação? O capo é fiel a si mesmo na forma, no conteúdo e nos meios. Na falta de outras virtudes, elogiemos ao menos a sua coerência e obstinação no picadeiro.